Sessão Extraordinária esvaziada: Prefeito Marcelo Rangel desiste de viagem à Disney
Amanhã, 17 de janeiro, a Câmara Municipal de Ponta Grossa reúne para a primeira sessão extraordinária de 2014, para apreciar diversos Projetos de Lei enviados pelo Poder Executivo Municipal, entre eles o que concede desconto de 40% (quarenta por cento) sobre a taxa a taxa de embarque cobrada de todos os passageiros que adquirem passagens no Terminal Rodoviário Intermunicipal.
Originariamente, os vereadores analisariam, também, um pedido de autorização para que o Prefeito Marcelo Rangel (PPS) pudesse se ausentar ao exterior, em viagem de férias. Contudo, após a repercussão de que a viagem seria à Disney, o Prefeito acabou retirando o pedido de autorização.
Com isso, a sessão extraordinária ficará esvaziada, uma vez que o tema mais urgente seria exatamente o pedido de autorização para a viagem de férias do alcaide, que ocorreria no próximo dia 27. Isso apenas reforça o convencimento de que Marcelo Rangel não reage bem às críticas e, ao primeiro sinal de descontentamento diante de suas propostas, rapidamente muda de ideia e se recolhe.
Tiveram um ano inteiro para assuntos de real importância e agora, no início do novo ano decidem por uma Sessão Extraordinária? Com certeza a Câmara estará vazia! Se em dias de sessões habituais a presença nunca foi total, imagine-se se em "plenas férias" haveria o interesse de comparecimento para discussão de assuntos tão relevantes. Todos os Projetos devem ser relevantes e avaliados, discutidos, e, melhor, aprovados em sessões semanais. Bem, se tal não ocorreu, uma sessão extraordinária denota uma urgência quase como se a salvação de toda uma condição ruim fosse, milagrosamente, transformada em algo produtivo, em resposta às necessidades do Município, que frise-se, são muitas, sérias e necessárias. Desistir de uma viagem deve ser um desgosto tão grande, que pode, à médio prazo, desencadear uma depressão. Devemos lembrar sempre que representantes do Município tiveram "séria depressão" exatamente no início do ano passado. Então, o brinquedinho esperado terá mesmo que esperar. Fato inusitado alguém privar-se de uma viagem internacional por conta de algumas opiniões. Que mal fará um Prefeito ausenta-se? Se junto ao cargo existe a ausência mesmo que a presença física exista, mal algum uma viagem inofensiva, inclusive, o Vice não serve para assumir em caso da não presença do titular da casa? Como nada mudará em poucos dias de ausência, que faça a viagem, que mate o desejo de brincar na Disney, afinal, é brincando que se aprende, não?
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