Ponta Grossa: Marcelo Rangel deve anunciar mudança no Secretariado Municipal em fevereiro.

O Prefeito Marcelo Rangel (PPS/Ponta Grossa) promete que até fevereiro deverá anunciar uma profunda reforma na estrutura administrativa municipal, atingindo inclusive os cargos de primeiro escalão. Na verdade, sinais do alcance desta remodelagem foram dados a partir da não designação de substitutos para importantes cargos municipais que ficaram vagos, especialmente no final de 2013.

Com a saída de Indianara Milléo e Josué Correa Fernandes, respectivamente Secretária Municipal de Governo e Secretário Municipal de Administração e Assuntos Jurídicos, estes cargos não foram providos. Ao invés disso, foram designados substitutos temporários. Assim, Ricardo Linhares, Chefe do Gabinete do Prefeito, passou a acumular o cargo de Secretário Municipal de Governo, e Dino Schrutt, Presidente da Companhia Pontagrossense de Habitação (PROLAR), foi designado para responder pela Secretaria Municipal de Administração e Assuntos Jurídicos.

Antes disso, ainda no mês de Maio, com a saída de Flávio Kaiber da Secretaria Municipal de Administração a pasta foi reincorporada aos Assuntos Jurídicos, por sua vez desmembrado da Gestão Financeira. Na ocasião, Josué Correa Fernandes foi colocado à frente na nova Pasta.

Além dos cargos de primeiro escalão, também não foram providas as vagas abertas com a licença ou exoneração dos presidentes da Agência de Fomento Econômico (AFEPON) e Companhia Pontagrossense de Serviços (CPS). Em substituição a estes foram designados o Secretário Municipal de Obras e Serviços Públicos, Alessandro Lozza de Moraes, e o Secretário Municipal de Gestão Financeira, Odaiton Souza, passou a acumular a CPS.

Ainda que não anunciada oficialmente, a reforma administrativa passa, necessariamente, pela unificação ou reunificação de muitas destas pastas, fazendo com que o Governo Municipal fique um pouco mais enxuto, com uma estrutura adequada às agora inegáveis limitações financeiras da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa.

Ao par desta reforma, o Prefeito Marcelo Rangel poderia anunciar a redução dos cargos comissionados que foram criados no início de seu mandato, para reconquistar a capacidade de investimento e, principalmente, reassumir a plena gestão do patrimônio municipal, cujo estado de abandono é facilmente verificável.

Ponta Grossa chegou a início de 2014 com a estranha sensação de paralisia de sua máquina pública, onde até espaços culturais encontram-se fechados. Uma ampla reforma administrativa, passando pelo Secretariado Municipal, seria bem vinda para dar novo ânimo a todos aqueles que acreditaram nas propostas do candidato Marcelo Rangel e que não conseguem vê-las realizadas pelo Prefeito Marcelo Rangel.

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