Deputado Edinho Silva (PT/SP): Chega de pessimismo, estamos ganhando de goleada!
O Brasil cresceu 2,3% em 2013. A informação, seguida de sua
comparação internacional, foi surpresa para muitos analistas econômicos.
Em relação às 13 maiores economias do mundo que já apresentaram seus
resultados, o Brasil só ficou atrás da China, que cresceu 7,7% e da
Coreia do Sul, que alcançou expansão de 2,8% no ano passado.
Excluída a China, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto - soma
das riquezas produzidas pelo país) está no mesmo ritmo da média mundial,
em torno de 3%. O resultado obtido pelo Brasil no ano passado é mais
que o dobro do atingido em 2012 e eleva o PIB do país para R$ 4,84
trilhões. Com isso, a renda per capita do brasileiro chegou a R$ 24.065
em 2013, o que representa ganho de 1,4% sobre o resultado de 2012.
Em termos comparativos, a economia brasileira em 2013 teve desempenho
acima do registrado pela África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos.
Se comparado só o resultado do último trimestre do ano passado, o Brasil
se mantém em terceiro lugar entre as 13 principais economias mundiais,
empatado com Reino Unido e Holanda.
Evidente que desejamos um maior crescimento - nós e o mundo todo-,
mas o resultado demonstra que o
Brasil não está tão frágil como propalam
alguns analistas e, principalmente, a oposição ao governo. Está certo o
ministro da Fazenda, Guido Mantega, quando afirma que "esse crescimento
indica que a economia brasileira está numa trajetória de aceleração
gradual."
Não é preciso ser expert em economia para saber que a crise
internacional, desencadeada e alimentada pelo modelo econômico
hegemonizado pelos Estados Unidos - desde 2008 -, ainda afeta os
principais mercados e com mais intensidade as chamadas economias
emergentes. É evidente que nenhum país do mundo responderá
individualmente à depressão econômica que afeta a o planeta. Em uma
economia globalizada, a reação à recessão internacional também é global.
Mais uma vez os números da economia mundial demonstram que o Brasil,
nos governos Lula e Dilma, utilizaram corretamente os instrumentos
econômicos no combate à crise, mas, acima de tudo, fica evidente que o
nosso modelo de desenvolvimento, com crescimento e distribuição de
riquezas, hoje é referência para o mundo.
O Brasil tem atraído muitos investimentos externos nas mais diversas
áreas, principalmente petróleo e infraestrutura, além de novas fábricas
de automóveis. A perspectiva é que o crescimento do país este ano seja
igual ou melhor que o resultado obtido no ano passado, deixando evidente
que estamos no caminho coreto.
Surpresa? Não para o governo da presidenta Dilma. Não para o PT, que
há 11 anos liderou um novo modelo de desenvolvimento, voltado não apenas
ao crescimento econômico, mas principalmente à promoção da distribuição
das riquezas nacionais. Há 11 anos o PT promove políticas públicas que
fazem reduzir a pobreza e avançar a justiça social. O país tem hoje
setores sociais em ascensão que representam 40 milhões de pessoas, além
de 38 milhões que saíram da pobreza extrema favorecidas pelo Bolsa
Família. O brasileiro hoje tem acesso à educação, à cultura, ao lazer, à
moradia e é inegável o fortalecimento do Sistema Único de Saúde.
Além do desempenho internacional, aos olhos do mundo, e dos nossos
resultados na área social, os números do nosso desempenho interno também
demonstram que a economia brasileira vai bem. Em 2013 o agronegócio
novamente foi destaque na composição do resultado final, com um
crescimento de 7%, o setor de serviços cresceu 2% e a indústria
registrou expansão de 1,3%. A economia brasileira cresceu em todas as
áreas. A indústria, aliás, registrou crescimento no setor de produção
interna de máquinas e equipamentos da ordem de 6,3%, resultado que
destrói qualquer argumento pessimista em relação ao setor.
Ao contrário do que apregoam os opositores, o crescimento do consumo
das famílias, pelo décimo ano seguido, também registra a alta de 2,3%,
dando sinais da força da nossa economia interna, principalmente do
potencial do nosso mercado interno. O desemprego chegou ao menor nível
da série histórica, iniciada nos anos 1990, com 4,8%.
São números para elevar a autoestima do brasileiro e manter a
confiança no crescimento do país. O Brasil continua sendo uma dos países
de maior credibilidade do mundo. E é essa imagem internacional que nos
proporcionou sediarmos a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Nos tornamos a
sede do esporte mundial no início do século XXI por sermos um país
vitorioso na economia e área social.
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