O Governo brasileiro investiu mais na Educação ou na realização da Copa do Mundo?
Parece um mantra: todo mundo repete que o Brasil não investe em educação. Mas, afinal, quanto mesmo o Brasil tem investido em educação? É menos do que se investiu na Copa?
Indicadores educacionais divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostram que a atual taxa de investimento do governo em educação é de 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas geradas no País). O ano base do número é 2011.
Indicadores educacionais divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostram que a atual taxa de investimento do governo em educação é de 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas geradas no País). O ano base do número é 2011.
Segundo o MEC, ao longo da primeira década do século XXI,
houve uma tendência de elevação no investimento educacional. Em 2000, o
percentual era de 4,7% do PIB. "Tem havido um crescimento significativo
do esforço do Estado brasileiro por habitante na educação", afirmou o
então ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
Para o MEC, entende-se por investimento público total o
que é gasto em escolas e universidades da rede pública, subsídio do
financiamento estudantil e outros gastos com programas educacionais,
como o Ciência sem Fronteiras ou o Universidade para Todos (Prouni).
Ao fazer um recorte do investimento público direto, isto
é, nas instituições de ensino da rede pública, o aumento proporcional
ao PIB foi mais expressivo. Partiu de 3,9% (2000) para 5,3% (2011) da
soma das riquezas produzidas no Brasil.
Para o mesmo período de comparação, o investimento
público direto por estudante subiu de R$ 1,9 mil para R$ 4,9 mil entre
2000 e 2011, já corrigida inflação do período. Proporcionalmente o maior
aumento foi na educação infantil, que passou de R$ 1,8 mil por aluno
para R$ 3,7 mil.
Mantendo a mesma base comparativa - 2011 -, tem-se que, naquele ano, o PIB brasileiro foi de R$ 4,143 trilhões. Portanto, um investimento da ordem de 6,1% na Educação indica que foram aplicados nada menos que R$ 252,723 bilhões. Um valor nada desprezível.
Enquanto isto, o custo dos estádio (agora chamados Arenas), segundo o Estadão, chegou a R$ 8,9 bilhões. Sem dúvida uma quantia elevadíssima, mas que corresponde a apenas 3,8% do total de investimento público em educação, isto considerando-se os dados disponíveis em 2011.
Além de não ser verdade que os diversos níveis de governo (Federal, Estadual e Municipal) investiram diretamente nas Arenas da Copa, já que os valores empregados foram "emprestados" ou "financiados" pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o que se tem é que o volume destes gastos é ínfimo se o compararmos ao investimento feito na Educação Nacional.
Como "é dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não-formais", na forma do que preconiza o art. 217 da Constituição Federal e a realização de uma Copa do Mundo, além de significar um importante incremento para o desporto local, atrai turistas de todos os lugares do Mundo, o apoio dado pelo País à realização do maior evento do futebol mundial fica plenamente justificado. Especialmente se for levando em conta que nenhuma moeda foi retirada das áreas essenciais (educação, saúde e segurança) para a realização da Copa do Mundo.
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