O peso da morte de Eduardo Campos no processo eleitoral.

Não dá para negar: a morte de Eduardo Campos, candidato do Partido Socialista Brasileiro (PSB) mexe com o processo eleitoral que já se encaminha para a sua metade final.

Oficialmente, a campanha eleitoral teve início no dia 5 de julho e se encerrará no dia 5 de outubro; em caso de segundo turno, o que ocorre apenas para os candidatos a presidente da República e governador de Estado, este será realizado no dia 26 de outubro; portanto, falta exatamente um mês e meio para o encerramento do processo eleitoral.

Na corrida presidencial, o quadro estava praticamente definido, sem muitas alterações desde o momento em que foram definidos os candidatos, nas convenções que se realizaram durante o mês de junho. Dilma com uma folgada liderança, com a possibilidade de vitória no primeiro turno; Aécio em segundo e Campos em terceiro, seguidos de todos os demais candidatos.

Inesperadamente, Eduardo Campos sofre fatal acidente. Quem irá substituí-lo? Marina Silva, até então candidata a Vice-Presidente? Nem os socialistas sabem ao certo. Aliás, os socialistas não esquecem que Marina Silva está no PSB apenas de passagem, enquanto a sua Rede Sustentabilidade não está pronta para ser aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral, como ela já afirmou várias vezes. Portanto, Marina não é a candidata dos sonhos do socialistas de carteirinha.

Qualquer que seja a decisão do PSB e dos partidos que se encontram coligados com ele em nível nacional, o certo é que esta escolha terá indiscutível impacto na corrida presidencial. Um candidato fraco ou desconhecido fará com que Dilma e Aécio cresçam, porém sem que isso mude substancialmente a posição de ambos. Como Campos estava oscilando entre 8% e 9% das intenções de voto, o peso da reacomodação de seus eleitores entre o novo candidato socialista e os demais candidatos seria pequeno.

Caso o PSB se defina por Marina, o resultado imediato poderá ser a queda de Aécio para a terceira colocação, isso se ela conseguir capturar os mesmos 19% do eleitorado que teve na eleição de 2010.  Dilma, de todo modo, seria a menos atingida com esta decisão.

De qualquer forma, é preciso esperar o transcurso do luto socialista, antes se debruçar sobre as novas perspectivas do quadro eleitoral.

Literalmente, quem viver verá!


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